Esse texto foi escrito já faz algum tempo. Tudo começou quando me disseram que eu estava confundindo as coisas...
Hoje eu queria ser um pouco mais,
Um pouco mais digna de afeto, um pouco mais racional, um pouco mais simples.
Queria poder ver cada coisa como sim ou não. Tão puro e simples. Sem o “talvez”, ou “daqui um tempo”, sem as complicações ou contravenções.
Mas a beleza de ser quem sou, está nessas pequenas diferenças, nessas nuances sedutoras, nesses caminhos sinuosos e infinitos entre o sim e o não.
Ando simplesmente me olhando no espelho e me amando cada vez mais. Sobre velhas histórias e novos caminhos, ando procurando o equilíbrio.
Ando sem pressa de chegar lugar algum, ando admirando as paisagens, essas a frente dos olhos, e as que pairam na mente.
Ando descalça, em passos firmes e infantis, como quem sente a grama molhada de chuva.
Ando sem procurar seres fantásticos, ando me encontrando, ando descobrindo, desbravando.
Ando com uma calma irritante, diante da inércia do mundo.
Ando me desconcentrando de velhos objetivos, porque minha visão vem mudando paulatinamente.
Ando cansada sim, de ver que nem sempre minhas idéias prevalecem que muitas vezes sou apenas boca, pele, beijo, toque, sexo... e sobre isso: realmente sou muito mais.
Ainda sim, com tantas carolinas dentro de mim, cada uma dona de si, e todas presas num só corpo, você vem dizer que estou confusa.
Ando com a convicção de quem sabe de onde veio, e sabe onde quer chegar.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
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