Acho que você nunca vai entender.
Cada passo ecoa de um modo em cada um. Eu não vejo o mundo como a maioria, sempre vejo possibilidades. O que vejo agora é que retardei o quanto pude viver o que vivi com você, pois me conheço o suficiente pra entender que todas as possibilidades se acabariam depois disso. Porque sou literalmente oito ou oitenta, ou tenho tudo ou não quero nada.
Eu não sei viver as coisas pela metade.
Por isso ando tão a flor da pele. Entender as coisas de forma tão clara, tão racional, retrai em mim, todas essas sensações. Sei que de certa forma foi insensato dividir com você tudo o que venho sentindo. Foi um modo de me libertar, sempre foi assim comigo, qual a função de sentir/pensar algo sobre uma pessoa se essa não souber... isso nunca fez sentido pra mim. O que sinto é meu e seu, por isso disse, ou tentei dizer.
Fiquei feliz por me sentir viva, eu andei por muito tempo com o olhar cinza, obstinada com minhas metas e planos, sem brilho algum na alma. De fato é bom ter um motivo pra sorrir á toa, ver em pequenas coisas um sentido que só eu entendo. E são por essas pequenas nuances que eu agradeço. Como não agradecer por ter tido os pequenos gestos cheios de carinho que inundaram minha alma. Você bem sabe como cansei de ser só pele e desejo. Ainda que tenha sido só por um momento, valeu á pena.
Mas eu não quero só um momento, eu quero sempre mais, não quero ver o tempo contado, não quero ter que conter meus gestos e palavras. Quero manhãs, tardes... Quero fins-de-semana. Quero pequenas surpresas, discussões bobas e reconciliações calorosas. Quero mesmo alguém aberto e disposto a tudo isso, comigo.
E infelizmente, isso eu não posso ter com você.
Nunca vou pedir mais espaço no seu mundo ou no de ninguém, não pretendo convencer quem quer que seja com lágrimas. Realmente não quero que nada mude. Seria complicado demais em vários aspectos.
Tudo isso foi muito importante para que eu percebesse os caminhos por onde quero ir, e aqueles pelos quais não quero voltar a trilhar.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008
Avassalador
Eu realmente poderia mentir. Dizer que está tudo bem, que eu entendo que tudo não passou de um momento. Que provavelmente, vai continuar tudo como era antes. Mas se eu dissesse mesmo isso, estaria mentindo.
Primeiro porque eu já estava tentando desviar o meu caminho, eu já previa que algo assim seria avassalador. Que algo assim me faria transbordar. E foi. Fui menina, fui mulher, meio louca, meio santa, meio doce, meio distante. Eu que sempre sei por onde ando perdi o chão.
Perdi o chão e os pensamentos práticos: falas, gestos e olhares retornam a minha mente incessantemente. E ainda que eu tente não pensar : é inevitável. Mais enlouquecedor que qualquer coisa é não poder dizer. Justo eu que sempre brinco de dizer, tudo.
Primeiro porque eu já estava tentando desviar o meu caminho, eu já previa que algo assim seria avassalador. Que algo assim me faria transbordar. E foi. Fui menina, fui mulher, meio louca, meio santa, meio doce, meio distante. Eu que sempre sei por onde ando perdi o chão.
Perdi o chão e os pensamentos práticos: falas, gestos e olhares retornam a minha mente incessantemente. E ainda que eu tente não pensar : é inevitável. Mais enlouquecedor que qualquer coisa é não poder dizer. Justo eu que sempre brinco de dizer, tudo.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
eu quero sempre mais....
Esse texto foi escrito já faz algum tempo. Tudo começou quando me disseram que eu estava confundindo as coisas...
Hoje eu queria ser um pouco mais,
Um pouco mais digna de afeto, um pouco mais racional, um pouco mais simples.
Queria poder ver cada coisa como sim ou não. Tão puro e simples. Sem o “talvez”, ou “daqui um tempo”, sem as complicações ou contravenções.
Mas a beleza de ser quem sou, está nessas pequenas diferenças, nessas nuances sedutoras, nesses caminhos sinuosos e infinitos entre o sim e o não.
Ando simplesmente me olhando no espelho e me amando cada vez mais. Sobre velhas histórias e novos caminhos, ando procurando o equilíbrio.
Ando sem pressa de chegar lugar algum, ando admirando as paisagens, essas a frente dos olhos, e as que pairam na mente.
Ando descalça, em passos firmes e infantis, como quem sente a grama molhada de chuva.
Ando sem procurar seres fantásticos, ando me encontrando, ando descobrindo, desbravando.
Ando com uma calma irritante, diante da inércia do mundo.
Ando me desconcentrando de velhos objetivos, porque minha visão vem mudando paulatinamente.
Ando cansada sim, de ver que nem sempre minhas idéias prevalecem que muitas vezes sou apenas boca, pele, beijo, toque, sexo... e sobre isso: realmente sou muito mais.
Ainda sim, com tantas carolinas dentro de mim, cada uma dona de si, e todas presas num só corpo, você vem dizer que estou confusa.
Ando com a convicção de quem sabe de onde veio, e sabe onde quer chegar.
Hoje eu queria ser um pouco mais,
Um pouco mais digna de afeto, um pouco mais racional, um pouco mais simples.
Queria poder ver cada coisa como sim ou não. Tão puro e simples. Sem o “talvez”, ou “daqui um tempo”, sem as complicações ou contravenções.
Mas a beleza de ser quem sou, está nessas pequenas diferenças, nessas nuances sedutoras, nesses caminhos sinuosos e infinitos entre o sim e o não.
Ando simplesmente me olhando no espelho e me amando cada vez mais. Sobre velhas histórias e novos caminhos, ando procurando o equilíbrio.
Ando sem pressa de chegar lugar algum, ando admirando as paisagens, essas a frente dos olhos, e as que pairam na mente.
Ando descalça, em passos firmes e infantis, como quem sente a grama molhada de chuva.
Ando sem procurar seres fantásticos, ando me encontrando, ando descobrindo, desbravando.
Ando com uma calma irritante, diante da inércia do mundo.
Ando me desconcentrando de velhos objetivos, porque minha visão vem mudando paulatinamente.
Ando cansada sim, de ver que nem sempre minhas idéias prevalecem que muitas vezes sou apenas boca, pele, beijo, toque, sexo... e sobre isso: realmente sou muito mais.
Ainda sim, com tantas carolinas dentro de mim, cada uma dona de si, e todas presas num só corpo, você vem dizer que estou confusa.
Ando com a convicção de quem sabe de onde veio, e sabe onde quer chegar.
Nós
Ver seus olhos,
Simples miragem.
Sorriso agudo,
Ressequidos de ser.
Vazia certa existência,
Plácidas, pálidas elegâncias.
Caminhar desalinhado.
Desequilibrar eloqüente,
Desencontros envolventes,
Toque toca, têmero.
Lábios, cálidos, descabidos.
Ávidos, por segundos eternos.
Ofuscar pessoas,
Simplesmente ser,
Nós.
Simples miragem.
Sorriso agudo,
Ressequidos de ser.
Vazia certa existência,
Plácidas, pálidas elegâncias.
Caminhar desalinhado.
Desequilibrar eloqüente,
Desencontros envolventes,
Toque toca, têmero.
Lábios, cálidos, descabidos.
Ávidos, por segundos eternos.
Ofuscar pessoas,
Simplesmente ser,
Nós.
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